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Para não misturar tudo o que é dito sobre a história do bonsai, o melhor é mencionar a mais aceita entre admiradores e cultivadores. Ela conta que, há muitos milênios, na China, os homens mais ricos e cultos saíam das cidades, buscando maior contato com a natureza. O intuito era seguir para as montanhas e lá contemplar todos os fenômenos naturais, para atingir a harmonia e a tranqüilidade do espírito.

Em meio as matas, esses chineses encontravam muitas curiosidades criadas pela própria natureza, sendo uma delas as espécies arbóreas de tamanho menor das que eram encontradas normalmente. Eles as chamavam de árvores-anãs. As formas em miniatura dos exemplares adultos os fascinaram tanto que começaram a retirá-los de seu hábitat natural e, então, passaram a cultivá-los em vasos.
Inicialmente, as árvores-anãs eram mantidas como eram encontradas, sendo apenas transplantadas para vasos. No entanto, com o tempo, foram surgindo, de forma gradual e lenta, técnicas que visavam aprimorar o formato dos pequenos exemplares. A princípio, o meio de transformação essencial era a poda, que foi evoluindo até chegar a métodos que se tornaram próprios do que seria considerado uma arte.

Essas miniaturas passaram a ser chamadas pun sai. Muitos acreditam ainda que os chineses, os quais deram início ao que seriam os primeiros bonsai, não eram apenas ricos, mas estavam relacionados diretamente à religião. Afirmam que se tratavam de monges taoístas, que admiravam essas pequena árvores, devido aos seus sinais de anos de vida e de luta pela sobrevivência contra as adversidades encontradas na natureza.

Para eles, essas miniaturas concentravam a força vital de grandes bosques e o tamanho reduzido era responsável pelo prolongamento de sua vida. Portanto, aqueles que fossem capazes de garantir a sobrevivência dessas plantas em espaços pouco amplos poderiam absorver em seu corpo toda a energia e os poderes que as miniaturas guardavam, assegurando longevidade.